Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman são amigos desde os dois anos de idade, mas, com o tempo, eles se afastaram. Os dois são vizinhos, e da janela do quarto deles, da pra ver a janela do quarto do outro.
Uma noite, quando os dois já estão adolescentes e distantes, Margo pede a Q, apelido de Quentin, que a leve para fazer onze coisas à noite, já que os pais confiscaram a chave do carro dela por estar de castigo. Como Q tem uma paixão platônica por ela, ele aceita.
Os dois passam horas juntos, fazendo coisas como colocar peixes em carros de algumas pessoas, raspar a sobrancelha de outros e invadir o SeaWorld, em Orlando, onde moram.
No dia seguinte, Margo não aparece na escola, e isso se repete no dia seguinte, e no dia depois daquele e em vários dias. Mas isso é normal para Margo Roth Spiegelman, que já fugiu e voltou várias vezes.
Aconteceu que, daquela vez, é diferente. O tempo que Margo fica fora vai aumentando e todos começam a tirar suas próprias conclusões.
Toda vez que Margo fugia, ela deixava pistas do lugar para onde estava indo, mas que só faziam sentido depois que ela voltasse. Q achava que, daquela vez, as pistas eram para ele. Ele achava que, por algum motivo, ela queria ser encontrada por ele.
OPINIÃO: Vi várias pessoas falando que não gostaram de Cidades de Papel, e, se formos comparar com A Culpa é das Estrelas, do mesmo autor, por exemplo, tenho que concordar que é mais fraco, mas isso não tira o mérito do livro, pelo menos não para mim. No início estava bem desanimada com a leitura por causa das opiniões que eu escutei sobre ele, mas quando tudo começou a acontecer, eu não consegui parar de ler. Cidades de Papel, assim como A Culpa é das Estrelas, é um ótimo livro de John Green.
"Na minha opinião, todo mundo tem seu milagre. Por exemplo, muito provavelmente eu nunca vou ser atingido por um raio, nem ganhar um Prêmio Nobel, nem virar ditador de uma pequena ilha no Pacífico, nem ter um câncer terminal de ouvido, nem sofrer combustão espontânea. Mas, se você levar em conta todos os eventos improváveis, é possível que pelo menos um deles vá acontecer a cada um de nós. Eu poderia ter presenciado uma chuva de sapos. Poderia ter pisado em Marte. Poderia ter sido engolido por uma baleira. Poderia ter me casaco com a rainha da Inglaterra ou sobrevivido meses à deriva do mar. Mas meu milagre foi o seguinte: de todas as casas em todos os condados da Flórida, eu era vizinho de Margo Roth Spiegelman."
Autor(a): John Green
Foto: Bela
Bela

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